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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Itália/Sorrento - Últimos dias

Desde já pedimos desculpa por o post ser tão extenso mas não havia maneira de vos contar esta história com menos texto;)


Piazza Tasso

Os últimos dias foram passados a aproveitar o sol, a água quente, a descansar, a passear, a comprar as lembranças, ou seja, boa vida!No penúltimo dia jantámos no restaurante Dom Vincenzo na Piazza Tasso que era excelente, principalmente pela comida que só de falar já ficamos com água na boca..hmmmm;)
Vista para a Piazza Tasso
Regressámos ao hotel e decidimos fazer logo o check-out, porque de manhã tinhamos que apanhar o autocarro para o aeroporto ás 8:30 da manhã, o senhor deu-nos a conta confirmámos que estava tudo certo, pagámos e fomos para o quarto fazer as malas. Quando estávamos a fazer as malas demos conta que não tinhamos água(comprámos sempre na rua e traziamos para o hotel) mas como tinhamos sede decidimos ir ao mini-bar(pela 1ºvez) e depois pagariamos na recepção no dia seguinte, para nosso espanto quando abrimos o mini-bar as garrafas de água estavam abertas e meias gastas, tinhamos pacotes de Nesquik(hóspedes anteriores) e iogurtes do pequeno-almoço, nós não queriamos acreditar no estávamos a ver e imediatamente ligámos para a recepção a dizer o que se passava e queriamos uma garrafa de água, passado alguns minutos veio o próprio recepcionista entregar a garrafa e assinámos o papel, mas isto é uma situação inadmissível para um hotel de 4* superior e que não é nada barato em média, no entanto nesta altura a nossa opinião do hotel era de que voltaríamos apesar de algumas faltas que tinham para corrigir porque a localização e tudo o resto compensava amplamente.

A nossa comidinha maravilhosa!

No dia seguinte levantámo-nos cedinho e depois de despachados ligámos para a recepção para irem buscar as nossas malas e fomos tomar o pequeno-almoço, a seguir dirigimo-nos á recepção para entegar as chaves e pagar a garrafa de água(eram mais ou menos 8:10) e quem nos atendeu foi o empregado da noite anterior e que nos disse que tinha se esquecido de nos cobrar o cruzeiro que nós tinhamos feito(que nós nunca mais nos tinhamos lembrado) que eram 70 €, nós dissemos que não havia problema e tirámos o cartão para pagar, ao que senhor disse que tinha que ser em feito em dinheiro e nós respondemos que não tinhamos 70€ connosco e nesta altura o Sr. Salvatore (quem nos reservou o cruzeiro) começa aos berros connosco a dizer que tinhamos que pagar em dinheiro ao que nós diziamos que não tinhamos tempo para ir levantar dinheiro e voltar porque já eram 8:15 e nós tinhamos o autocarro ás 8:30 para o aeroporto(falávamos em inglês com eles e em português entre nós) e ele gritava ainda mais e batia no balcão a dizer que não iamos embora sem pagar(deve ter percebido mal no nosso português quando nós diziamos que tinhamos que ir embora levantar dinheiro ele pesnou que iamos sem pagar), continuávamos a argumentar a dizer que iamos perder o avião mas que iamos então levantar o dinheiro e ele dizia que não iamos embora sem pagar, ou seja, neste momento a situação não podia ser mais surreal, a recepção estava cheia de clientes a fazer check-out, nós com um avião para apanhar e sem transporte alternativo, o empregado aos berros connosco, nós a querermos ir levantar o dinheiro e ele a gritar connosco que não iamos embora sem pagar, nesta altura eu já estava num estado de nervos enorme e subi um pouco o tom de vós para ele me ouvir e disse que ele estava a ser bastante mal educado connosco e que nós iamos sair para levantar o dinheiro e que se perdessemos o avião a culpa seria dele e teria consequências!
Vista da Costa de Amalfi
Saimos a correr e parámos na primeira caixa multibanco e não funcionava(ahrr), corremos até outra que já era praticamente na paragem onde tinhamos que ir apanhar o autocarro e lá conseguimos levantar, voltámos a correr para o hotel(+- 8:22/8:25) e demos o dinheiro , e começou o sr. Salvatore a andar pelo balcão a querer falar connosco e dar explicações que nós não queriamos ouvir e pedimos o nome do gerente que ele e o colega se recusaram a dar e só o conseguimos através de uma outra empregada que lá estava(enquanto ele ia pedindo desculpas e nós diziamos que não tinhamos nada para falar com o sr., que tinha sido bastante mal-educado e que estávamos prestes a perder o avião, começámos a correr com as malas(22kg cada) e chegámos ao autocarro já passava alguns minutos da 8:30 mas felizemente estava atrasado, eu tremia por todo o lado dos nervos, não conseguia respirar pelo que tinha corrido e tudo por causa de um empregado imbecil que fazia esquemas para ganhar dinheiro mas nem os sabia fazer!
Ponte do Comboio(só nos apercebemos da altura na última viagem)
Ficámos chateadissimos, mas felizmente conseguimos apanhar o autocarro, chegámos a horas ao aeroporto, apanhámos o avião minúsculo de volta e a viagem correu sem problemas até Madrid, onde tinhamos uma escala de 7 horas, aproveitámos e apanhámos o metro até ao centro de Madrid para irmos passear e matar saudades desta cidade da qual eu sou apaixonada comemos os maravilhosos donuts do Dunkin Donuts que ambos adoramos, eu ainda fiz umas comprinhas na Zara e bebemos uma café numa esplanada a desfrutar do ambiente

Vista da Costa(do autocarro)
Regressámos ao aeroporto, apanhámos o avião e passado 1h já estávamos em Lisboa.

A caminho do aeroporto

O balanço final que fazemos desta viagem/férias foi bastante positiva, adorámos toda a Costa Amalfitana em especial Sorrento e Capri, tem uma magia especial e garantidamente voltaremos muito mais vezes. Em relação ao hotel apesar de termos gostado e recomendarmos com alguns asteriscos, nós tendo em conta a situação que vos explicámos não devemos voltar(pelo menos na próxima vez que voltarmos, noutras idas logo se verá), mas recomendamos o hotel porque anível de localização é o melhor!
Agora resta-nos ouvir e cantar a famosa música "Torna a Surriento" e esperar por um regresso em breve. No outro post iremos contar a história desta música para aqueles que não conhecem.
Vesúvio(do autocarro)
Custos:
Avião - Voo Iberia - 293 € i/v
Hotel - 517 € com PA-preço por pessoa para 7 noites
Jantar- 10/15 € p.p. sempre em restaurantes tradicionais
Cruzeiro/Ferry Capri/Comboio Nápoles e Pompeia - 65 € p.p.
Transporte Aeroporto/Sorrento/Aeroporto - 12 €
Praia Privada em Capri - 17 € p.p.
Preços Médios:
Café - 3 €;
Água 1,5 l - restaurante 4 €- supermercado 1,5 €/2 €

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Itália - Capri

Capri
Levantámo-no cedinho, tomámos o pequeno-almoço e fomos em direcção á Marina Piccola, comprámos o bilhetes que custaram 26 € p.p. ida e volta e apanhámos o ferry em direcção a Capri ás 9:45 e ás 10:15 já estávamos em Capri, nós e mais umas centenas de pessoas, não se conseguia andar ali naquela zona, fila para comprar bilhete para o funicolare que além do carro é a única maneira de subir para o centro de Capri, mais uma fila para entrar no funicolare, mas lá conseguimos e quando chegámos lá a cima a vista era simplesmente deslumbrante.
A chegada á Marina de Capri
Capri
Capri é uma ilha italiana da Península Sorrentina, no lado de sul do Golfo de Nápoles. Tem sido um resort desde a República e é parte da região da Campânia.
Centenas de pessoas a chegarem

Marina Grande
A cidade de Capri é o principal centro de população, em Capri. Possui dois portos adjacentes, Marina Piccola e Marina Grande (o principal porto da ilha).Anacapri está separado e é localizado no alto das colinas a oeste.
Táxis de Capri
A etimologia do nome Capri pode ser rastreada até os gregos, os primeiros colonos registados para povoar a ilha. Isto significa que, "Capri" provavelmente não deriva do Latim "Capreae" (cabras), mas sim o grego "Kapros" (javali).
Praia pública de Capri
Capri-Zona da Marina Grande
Assim que se chega no funicular E damos alguns passos estamos na Piazza Umberto I que é conhecida como a lendária "Piazzetta", que, a partir do terraço com colunas brancas do comboio funicular, abre-se a uma vista fabulosa do Monte Solaro.
Viagem no Funicolare

As "estradinhas"
O Funicolare
A Piazzetta é o centro da ilha de Capri para os turistas e habitantes locais. Todas as pessoas que chegam a Capri têm de passar pelas passagens estreitas á esquerda entre os diversos bares onde os habitantes locais se reunem para o almoço ou simplesmente para conversar, a privacidade é garantida pelos guarda-sóis supostamente utilizados para proteger os clientes contra o sol.
Vista de Capri
Nós optámos por ir na outra direcção também cheia de lojas de um lado e de outro, vimos uma placa a dizer Marina Piccola e depois de perguntarmos a uns policias como se chegava lá começámos a descer e ainda descemos durante os 10/15minutos e claro que quando vimos o mar já nos parecia um Óasis, atravessámos a estrada, descemos uns degraus onde havia um restaurante, para baixo viamos a praia, imensas plataformas de cadeiras de sol e uma casinha com um senhor a receber dinheiro, percebemos que era uma praia privada e perguntámos quanto era ao que o senhor respondeu”14€ as cadeiras e 17 € as camas/espreguiçadeiras, ficámos na dúvida afinal ainda era algum dinheiro mas estávamos com tanta vontade de dar um mergulho, estávamos em Capri e também não é todos os dias que se paga para estar na praia e era uma experiência, decidimos pagar e foi a melhor coisa que podiamos ter feito.
Vista deslumbrante

Piazzetta

Os mini autocarros
As famosas sandálias de Capri

As ruelas
A caminho da Marina Piccola
A caminho
O óasis
Achámos a praia e todo o conceito engraçadissimo, eu sentia que tinha recuado no tempo porque estava rodeada das casinhas de madeira tipicas da praia ás cores, a água era quente(como em todo o mediterrâneo)e transparente, a paisagem maravilhosa ao lado das Faragnoli Rocks, os iates enormes que estavam parados alguns metros á frente com todos os luxos, com empregados a tirarem as motas de água da gragem dos barcos era surreal!
A beleza das paisagens
A praia privada

A praia e as casinhas
Água transparente e quente!!


Passámos um dia espetacular na praia e valeu bem a pena os 17 € por pessoa que pagámos!No final da tarde quando nos preparávamos para sair estavam as italianas e italianos já nos balneários a tomarem banho, a maquilharem-se e saiam dali já prontinhos para ir passear, achámos fantástico e tão diferente de nós, todas as praias deles tem vários chuveiros e balneários, seja pública ou privada!
As cadeiras e as casinhas

Os "barquinhos"


Faragnoli Rocks
Saimos de praia e logo á saida apanhámos um autocarro para o subir para o centro de Capri(1 €), o autocarro era minuscúlo e a viagem foi um “terror” nas estradas estreitas com curvas e contra curvas que eles têm,e conseguiam passar dois autocarro onde um português só passava com um carro!!Espantoso!

Chegámos á Piazzetta onde num dos lados está a Camâra e no pátio da camâra, há o tronco de uma coluna e um fragmento de uma base circular mármore, descoberta na década de 1920 durante a construção do porto, e, provavelmente pertencente ao Villa Augustea do Palazzo a Mare. A Piazzetta era o centro da vida local, onde mercados de vegetais e peixe tinham lugar e quando, muito raramente considerando a escassez do produto em tempos passados, a carne também era vendida. Não foi até 1938, quando os jovens Raffaele Vuotto decidiu colocar algumas mesas na praça, que a Piazzetta começou a assumir uma aparência mais moderna. A partir desse momento em diante a Piazzetta tornou-se o ponto central da ilha da vida social, que anteriormente tinha sido realizado predominantemente em hotéis e em casas particulares.
Igreja de S.Andrea
Piazzetta
Igreja de S.Andrea
Caminhámos pelas ruas onde se encontram as grande lojas de marcas mundiais, cafés, esplanadas, hóteis espetaculares, imensas pessoas a passearem inclusivé árabes e muçulmanos, nós também parámos numa loja para fazer compras na Via Camerelle onde estão alguns dos melhores e mais conceituados restaurantes, tão bonitos que eu passeipor um que achava que era uma loja de decoração:) ! A Via Camerelle liga depois com a Via Tragara , uma estrada que remonta à época romana.
As lojas das grandes marcas










Uma moradia espetacular
A estrada é plana e bem conservada, com imensos hotéis, restaurantes de elite e magníficas moradias, das quais pode-se apenas vislumbrar das entradas no meio à vegetação exuberante propriedade. Edifícios de especial atenção ao longo da Via Tragara incluem a Igreja Evangélica alemã, construída em estilo típico transalpina e mais usual para Capri; Villa Discopoli, a residência do escritor Rainer Maria Rilke; Villa Lo Studio onde o poeta Pablo Neruda ficou e o Hotel Punta Tragara , que diz-se ter sido concebido, mesmo que apenas em parte, pelo arquitecto Le Corbusier.
Via Camarelle
Via Camerelle
Estava na altura de descer no funicular para comprar alguns souvenirs e apanhar o último ferry de volta a Sorrento.
Restaurantes na Via Camerelle

Ficámos encantados com Capri e com pena de não poder ver melhor e estar lá mais tempos, mas de certeza que vamos voltar não só a Capri mas a toda a Costa Amalfitana que adorámos e é uma excelente zona para passar férias porque existem mil e uma coisas para se fazer e conhecer e ao mesmo tempo é óptimo para o Dolce Fare niente, talvez para a próxima fiquemos por um periodo mais longo

As Viagens

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